segunda-feira, 25 de maio de 2009

O vento da utopia

"

Pintura de Claude Théberge



É primavera.

No meu coração florescem
raízes de memórias
mescladas de rosas e jasmins
no perpétuo movimento
da engrenagem do tempo.

Um leve toque
um pequeno som
distinguem-se de
tantos sentimentos
que perduram no vento
da utopia.

Breve é o sonho
que nos aproxima.

Um sorriso
dilata a artéria
desta imensa vida,
onde nada se perde,
tudo se transforma,
até a existência perdida.

10 comentários:

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava!

Chovem pétalas de flores. E é Primavera!


beijinhos

Graça Pires disse...

Chove. A Primavera está dentro de nós...
Um beijo.

Eduardo Aleixo disse...

Chuva assim faz nascer for de jasmim!
Que mal faz a chuva a quem é jardim?
Beijos.

Paula Raposo disse...

Breve é o sonho...beijos.

A.S. disse...

Na Primavera tudo renasce e se renova... até o amor!

BjO"s
AL

Faria disse...

Olá! Peço desculpa pela minha ausência, mas estou sempre que possível a “espreitar” pela janela do vosso Blog.
Nem tempo disponível, nem disposição me tem permitido ler a grandeza das mensagens que me oferecem.
Tem estado difícil para os meus lados, com doença complicada de um elemento da família, a complicar e a dar voltas inesperadas à vida.
Tem sido difícil com correrias de visitas, de oferta de calor humano e familiar; de procura de remédios para o que já parece não haver remédio.

Peço-vos desculpa, mas com tempo virei aqui desabrochar outras Primaveras, quando as tempestades se fizerem ao largo e serem esquecidas, ou pelo menos, arrumadas.

Voltarei a seu tempo.
Beijos e abraços com amizade.

José Faria

Jorge disse...

Está simplesmente suberbo o poema e é a realidade da existência humana dita de forma subtil. O quadro combina na perfeição. Jorge Cipriano

Hélder disse...

Como a vida que brota da terra, assim as tuas memórias continuem a crescer e a florescer. Será sinal de que o presente é e será belo. O futuro brilhante.
Beijos.

Camila Soares disse...

Ao jeito da popular tradição, quase como se fora cantiga à desgarrada. Tão bonito!
Voltei a ler.
Será talvez mote e glosa?
Não sei onde, não sei quando, não sei de quem, mas que já li, já li, algures, os pungentes pré-versos.

BRAVO!

Camila Soares

Paula Raposo disse...

Camila, penso que terás lido escritos pelo cpf. Beijos.