terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fidelidade


Imagem de Markeva Uhlirova


Diz-me devagar coisa nenhuma, assim
como a só presença com que me perdoas
esta fidelidade ao meu destino.
Quanto assim não digas é por mim
que o dizes. E os destinos vivem-se
como outra vida. Ou como solidão.
E quem lá entra? E quem lá pode estar
mais que o momento de estar só consigo?

Diz-me assim devagar coisa nenhuma:
o que à morte se diria, se ela ouvisse,

(Poema de Jorge de Sena)



Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

13 comentários:

Paula Raposo disse...

Um Mestre, Jorge de Sena. Eu diria que fidelidade é uma palavra arredada dos dicionários...beijos.

poematar disse...

Muito bem escolhido. Já editei. Vem ver o "show". Beijo.

poematar disse...

O poema está muito bem dito. Eu não tenho esses recursos técnicos. Nem percebo muito do assunto. Boa.

poematar disse...

Já agora, onde alojaste a gravação? Posso saber? É só para aprender.

Maria Clarinda disse...

Jorge de Sena...um dos meus poetas...que ficou com este poem ainda mais lindo na voz do Luís G.
Jinhos muitos

Dora Albuquerque disse...

Tou descobrindo suas páginas e as achei verdadeiramente surpreendentes e a cada uma delas me surpreendo não só pelo bom gosto das imagens como da escolha das poesias e das musicas que enchem meus ouvidos de sons maravilhosos ouvir o locutor declamando o meu amado Jorge de Sena da forma como o faz foi uma alegria enorme. Tem mais poesias dele pra eu ouvir? Me manda sim?
Beijinhos nesse seu coração tão fiminino da Dora Albuquerque

heretico disse...

excelente escolha. belo poema e uma voz poderosa...

beijos

Graça Pires disse...

É sempre óptimo lembrar Jorge de Sena.
Um beijo

Anónimo disse...

Gosto do Jorge de Sena e gosto do poema aqui publicado. Foi pena ficar prejudicado pela forma balbuciada e por vezes ininteligível como como foi lido.
Catarina Lopes

PiresF disse...

A excelente voz do Luís Gaspar, e o seu bem dizer, acrescentam as palavras de Jorge de Sena.

Excelente!

Beijo, e grato fico também.

Bob disse...

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Å®t Øf £övë disse...

Simplesmente fantástico este poema de Jorge de Sena. Acredita que me tocou perfundamente.
Bjs.

eduardo disse...

Tomara que alguns deles pudessem voltar (sabes do que estou a escrever). Ou que pudéssemos com eles regressar a um lugar que dizem calmo. Azul e muita luz. Silêncios que animam o coração e a saudade.

Um beijo de muito carinho. Registado para quando vieres por aqui.