terça-feira, 8 de abril de 2008

Nuvens...


Pintura de Sandra Bierman

Eram verdes de esperança
as nuvens do meu olhar
azul minha ilusão
e rosa o meu sonhar.

Como uma nuvem por mim
passaste e no silêncio da noite,
vislumbrei-te na escuridão
que largaste nas tuas palavras;
as lágrimas que deixaste no meu rosto
perscrutam o horizonte longínquo,
que outrora nos aproximou…

Adensam-se espessas nuvens
que num tornado dentro da minha alma,
gota a gota, deslizam no oceano da desilusão.

De que cor são as nuvens no teu olhar?
De que cor, as palavras que te saem do coração?

Por entre nuvens de dor e silêncio
se veste o meu olhar
nesta forma pueril de sentir e amar.

8 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

Olhar «vestido de dor e de saudade»
não será demasiado amargo?

O comprazer-se na amargura não será masoquismo doentio?!

Há que elevar os astrais!!!

Anónimo disse...

Estás de volta! Apesar da tristeza do poema, é um sinal de vitória este, porque conseguiste superar os teus receios e medos, e ofereces-nos um belo poema escrito com a força da tua alma.
Sabes-me aqui.
Beijinhos AC

Pena disse...

Simpática Amiga:
Fala de cores. Da cor da sua esperança linda. Merece o positivismo. Fala da cor das nuvens muito azuis e belas. De estarrecer. Da cor deslumbrante da escuridão da noite amena e sentida num afago.
Das palavras muito puras e lindas que descreve de forma ENORME e terna de beleza.
Da cor de uma Alma grandiosa e doce. A sua Alma!
Não! Não me fale em desilusão, antes do encanto que aí mora dentro da Alma que é sua. De forma perpétua por ser de maravilhar.
Possui um coração repleto de ternura e carinho, não diga que não?
Da cor do amor e do sentir. Esse de certeza é correspondido. Haverá tantos, uma pequena multidão, sim?
Beijinhos amigos de estima, consideração e muito respeito

pena

OBRIGADO pela encantadora visita.
Muito bela. Adorei!

herético disse...

belo o teu poema. perfumado pelo odor selvagem de uma rosa bravia.

gostei muito. beijos

António Inglês disse...

Não sabia que haviam Noites de Poesia em Vermoim-Maia.
Lá vivi durante um ano. Ficaram saudades.
Um abraço
António

Barqueira disse...

Bom começo de manhã para mim. :)

Ainda que o tema seja triste a alegria de te ler sopra o vento para longe.

Bjs. :)

Júlia Moura Lopes disse...

ri porque riste :-))

Deverias ter um blogue para gerenciar os teus blogue todos,tipo directório de blogs MM, como o JAB faz que tem 15. Encurtaria a distância que nos leva a ti.

beijoooooo

Isabel-F. disse...

é lindo o teu poema ...

adorei ...

mas adorei ainda mais ter-te de volta


beijinhos