(desligar, p.f., a música de fundo do blogue, para ouvir o vídeo. Obrigada)
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Amar
Só ama quem se entrega, quem se dá,
nada pedindo em troca,
quem, por onde quer que vá,
acima do mais coloca
o desejo de amar e ser amado
sem cuidar de inocência nem pecado.
Poema de Torquato da Luz
in "Por Amor e outros poemas"
Imagem de Eylülün Hüzün
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Sufocada
Sufocada de poema a voz!
No oceano relâmpago atroz!
Ah! Se a alma cantasse,
Se nossos sonhos elevasse...
De nada a vida quereis.
Ah! Grito mudo que não entendeis.
E, silenciosa, a realidade observa.
E, silencioso, o sonho preserva...
E nasce...
Nasce...
Renasce!
Imagem e Poema de Ana Tapadas
Pintura de Mireya Juárez Noriega
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Natal
Não ouço, daqui, o repicar dos sinos,
nem os coros de natal, nem, sequer,
o alvoroço, que o meu riso de criança
transportava. Eu sei : a infância
perdeu-se no lugar onde nasci.
Contudo, a um canto da memória,
está, ainda, resistindo ao sono,
a menina que fui. E, ano após ano,
aguardo, com ela, um menino jesus,
para sempre adormecido no meu peito.
Poema de Graça Pires
in, "Quando as estevas entraram no poema, 2005"
nem os coros de natal, nem, sequer,
o alvoroço, que o meu riso de criança
transportava. Eu sei : a infância
perdeu-se no lugar onde nasci.
Contudo, a um canto da memória,
está, ainda, resistindo ao sono,
a menina que fui. E, ano após ano,
aguardo, com ela, um menino jesus,
para sempre adormecido no meu peito.
Poema de Graça Pires
in, "Quando as estevas entraram no poema, 2005"
domingo, 18 de dezembro de 2011
Olhos de Vida...
Vagueio num campo de flores azuis
enquanto aguardo o sono chegar
olhando a estrela que quero admirar.
Esta noite
voltei a ser a rapariga
que foge dos sonhos,
olhando os olhos da Vida,
mas que apesar de tudo
por ela quer ser seduzida
e deixar-se embalar.
Meu corpo de fogo
embala-se nas palavras de gelo
que lhe são sussurradas
e espanta-se
mais uma vez
por sucumbir a um dever
a que não estava destinada.
Boa noite.
Em dia de aniversário de casamento... num 18 de Dezembro algures no tempo...
Pintura de Guido Borelli
domingo, 13 de novembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Quando chegaste
Como se nada pudesse alterar o percurso de uma paixão
enfeito os ombros de mimosas e mudo de perfume
para inquietar quem roce os meus cabelos.
Chegaste: trazias nos olhos toda a claridade
das manhãs da tua infância
e um sorriso de menino triste no contorno da boca.
Chegaste: o meu olhar propício ao teu olhar.
A marca da sede nos meus lábios.
Um frio perturbado, coagulando-me o sangue e o sexo.
Chegaste: lembras-te como, em nossas mãos
se insinuou um rio e, sem tréguas,
os dedos deslizaram lentamente adivinhando
o começo da nascente em nossos corpos ?
Poema de Graça Pires
Imagem Google
enfeito os ombros de mimosas e mudo de perfume
para inquietar quem roce os meus cabelos.
Chegaste: trazias nos olhos toda a claridade
das manhãs da tua infância
e um sorriso de menino triste no contorno da boca.
Chegaste: o meu olhar propício ao teu olhar.
A marca da sede nos meus lábios.
Um frio perturbado, coagulando-me o sangue e o sexo.
Chegaste: lembras-te como, em nossas mãos
se insinuou um rio e, sem tréguas,
os dedos deslizaram lentamente adivinhando
o começo da nascente em nossos corpos ?
Poema de Graça Pires
Imagem Google
quarta-feira, 27 de abril de 2011
adágio
Imagem de Rodney Smith
ao toque de um adágio único
cresce a ânsia de atingir
sei lá o quê
enlouqueço na linha do horizonte
bebo-te nos sais das tuas lágrimas
tomo-te em minhas mãos
no liquido húmus em que és minha
por fim entrego-me
nesse acolhimento
esgotado sem outro destino
aceitando o sacrifício
em teu nome!
(Poema de c peres feio
2009.06.11 carcavelos)
ao toque de um adágio único
cresce a ânsia de atingir
sei lá o quê
enlouqueço na linha do horizonte
bebo-te nos sais das tuas lágrimas
tomo-te em minhas mãos
no liquido húmus em que és minha
por fim entrego-me
nesse acolhimento
esgotado sem outro destino
aceitando o sacrifício
em teu nome!
(Poema de c peres feio
2009.06.11 carcavelos)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Rescaldo de um Ano...
Confesso…
2010 foi um ano difícil para mim, só superado, em muitos aspectos, pela força de vontade e de viver.
Foi um ano de ganhar coragem e superar obstáculos e dúvidas; superar a perda irreparável de Amigos que deixaram esta vida, mas que vivem no meu coração para sempre.
Foi um ano de levantar ombros e empurrar caminhos para a frente, superando tristezas, ganhando alegria.
Mas foi, igualmente, um ano de ganhos de afectos, de amizades, de sorrisos, no apoio constante encontrado naqueles que, dia a dia comigo partilham a solidão de muitos momentos.
Foi um ano de voltar a encontrar-me, na certeza de que, a magia da vida, acontece a cada momento e se 2010 foi um ano de perdas, foi também de ganhos ao reencontrar Amigos perdidos, tristezas superadas, lágrimas secas e sorrisos de novo brilhando na minha alma e no meu sentir.
Adeus 2010.
2010 foi um ano difícil para mim, só superado, em muitos aspectos, pela força de vontade e de viver.
Foi um ano de ganhar coragem e superar obstáculos e dúvidas; superar a perda irreparável de Amigos que deixaram esta vida, mas que vivem no meu coração para sempre.
Foi um ano de levantar ombros e empurrar caminhos para a frente, superando tristezas, ganhando alegria.
Mas foi, igualmente, um ano de ganhos de afectos, de amizades, de sorrisos, no apoio constante encontrado naqueles que, dia a dia comigo partilham a solidão de muitos momentos.
Foi um ano de voltar a encontrar-me, na certeza de que, a magia da vida, acontece a cada momento e se 2010 foi um ano de perdas, foi também de ganhos ao reencontrar Amigos perdidos, tristezas superadas, lágrimas secas e sorrisos de novo brilhando na minha alma e no meu sentir.
Adeus 2010.
Espero-te, 2011.
sábado, 18 de dezembro de 2010
E porque é... Natal!
É Natal
Diz-me o coração.
E nestes dias de frio
Natal é aconchego
Amor, fraternidade
Solidariedade…
Até quando é Natal?
Nos meus olhos
Interrogam-se dúvidas.
O coração vibrante de quente
Esquece por momentos
Fomes dolorosas
Batalhas perdidas
Amigos ausentes
Palavras amargas
Crianças feridas.
Por momentos tudo é perfeito.
As luzes brilham numa música suave.
Ao longe faz-se ouvir o cristalino riso
De uma criança que desconhece o fel da Vida.
Riso que entoa e cruza o frio de neve
derretendo-a.
E, por momentos, só por momentos,
O olhar do Menino Jesus sorri,
Deitado nas palhinhas olhando a Virgem Mãe,
Que ternamente, de joelhos, proclama
O seu Nascimento…
É Natal!
A todos desejo um Natal muito Feliz no aconchego dos afectos que possuem.
Até ao próximo...
(Poema de Dezembro de 2009)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Janelas...
Fechei todas as janelas
não deixo entrar a dor
porque na vida
quero mesmo só amor.
Cerrei a última
que minh‘alma permitia.
De lá só sobrevinha escuridão;
meu coração enfraquecia
navegando em marés de
decepção.
Bloqueei sentimentos negativos
palavras destrutivas.
No arco-íris da existência
entro pela porta da esperança.
Ilusões floridas, coração aberto.
Na alegria da Vida,
sorrindo-lhe.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A ternura da Amizade...
A propósito do lançamento de dois livros novos explicava aqui quem era Maria do Rosário Loures, uma Portuguesa radicada há uns anos na Alemanha, mas que mantém através do mundo virtual um vínculo muito especial à Língua Portuguesa.
No passado dia 30 de Julho (dia do meu aniversário) recebi com toda a ternura este poema que convosco partilho.
Obrigada, Maria do Rosário.
No passado dia 30 de Julho (dia do meu aniversário) recebi com toda a ternura este poema que convosco partilho.
Obrigada, Maria do Rosário.
À Otília
Por estas terras aonde vivo sonhei com uma Mulher
loura com olhos castanhos cor da tentação
Seu coração tem a cor da ternura
bate, bate pelos cuidados de alguém
o amor para ela é uma casa
que não se abandona quando esta já não brilha
seus valores perduram
bom seria
que esta mulher com quem eu sonhei
acordasse depois da noite passar
ao sol para ela sempre a brilhar
no mar de seus sonhos já a realizar
com os poderes de Fortuna
e a sabedoria de Minerva conservar
de, Maria do Rosário Loures
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tempo
Houve um tempo
que meus olhos sorriam
meu coração rejubilava
a cada palavra que de ti vinha
e eu acreditava.
Houve um tempo
que a tua voz era cetim
quando teu amor apregoavas
sussurrando palavras doces
e ao meu ouvido
as murmuravas.
Ah…efémeros tempos!
A ingenuidade de acreditar
que só a mim dirigias
teu escaldante sentir.
Houve um tempo...
(Memórias de mim...)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Canto das palavras
Do horizonte recebo o sol
que canta ao infinito
sua canção de embalar,
na suavidade das ondas
na suavidade das ondas
que galgam sob a espuma
o imo do mar.
Entre a oscilação estonteante
(de silêncio e capricho teu)
na torrente que serpenteia dois mundos
ouço o canto na orla de todas as palavras.
E a distância traz-me de volta
sussurros de promessas
rumo ao porvir que não será meu.
Entre a oscilação estonteante
(de silêncio e capricho teu)
na torrente que serpenteia dois mundos
ouço o canto na orla de todas as palavras.
E a distância traz-me de volta
sussurros de promessas
rumo ao porvir que não será meu.
sábado, 7 de agosto de 2010
Meus momentos
![]() |
| Art by Isabel Filipe |
Há
no toque da melodia
que cintila nos teus dedos
a sensibilidade de veludo
envolvendo minha pele.
Há
no doce acariciar das teclas
o mistério de todas
as músicas
que envolvem,
como Sol,
o pensamento.
Há
na beleza da harmonia
cintilante da música
o movimento suave
dos teus lábios
no meu corpo.
Sentidos partilhados
no encanto da utopia.
no toque da melodia
que cintila nos teus dedos
a sensibilidade de veludo
envolvendo minha pele.
Há
no doce acariciar das teclas
o mistério de todas
as músicas
que envolvem,
como Sol,
o pensamento.
Há
na beleza da harmonia
cintilante da música
o movimento suave
dos teus lábios
no meu corpo.
Sentidos partilhados
no encanto da utopia.
domingo, 25 de julho de 2010
Fragmentos
Na fragrância da música
que sai do teu corpo e toca o meu,
como cristais de água escorrendo,
na miragem de um oásis sedento,
em boca ressequida
numa lagoa sem fundo,
o teu beijo quente
evapora cada gota que se solta
no orgasmo da minha pele.
És uma âncora secreta
onde me aninho, me deleito, me desnudo,
em cada fragmento do meu verso.
sábado, 17 de julho de 2010
Muros...
Às vezes sinto um nó apertar-me o peito e distraio-me da dor, olhando para lá do horizonte, onde o mar se junta ao céu e formam ondas de espuma com que lavo a minha alma de Menina adormecida nos braços da sua Mãe e assim quero permanecer.
Às vezes a dor é tão grande que sai do meu peito e flutua no ar até eu adormecer.
Às vezes o espanto da existência permanece em mim como que alertando-me que há mais vida para além daquilo que já vivi.
Às vezes recordo o tempo em que me doíam o silêncio, a ausência, a palavra-pedra, a grosseria com que a minha alma era ferida, até que um dia, deixou de doer.
Às vezes, mas só às vezes, recordo aquele dia em que, sem saberes, fui ao teu encontro e, na larga Avenida que me levaria a ti, passaste com outra ao lado e o sorriso dos teus olhos não foi a mim que envolveu.
Às vezes, recordo o muro de arame farpado que em mim se cravou, e a dor desse momento, para lembrar-me que não vou voltar a sofrer.
Às vezes, mas só às vezes, penso na beleza do sentimento que se perdeu…
Às vezes a dor é tão grande que sai do meu peito e flutua no ar até eu adormecer.
Às vezes o espanto da existência permanece em mim como que alertando-me que há mais vida para além daquilo que já vivi.
Às vezes recordo o tempo em que me doíam o silêncio, a ausência, a palavra-pedra, a grosseria com que a minha alma era ferida, até que um dia, deixou de doer.
Às vezes, mas só às vezes, recordo aquele dia em que, sem saberes, fui ao teu encontro e, na larga Avenida que me levaria a ti, passaste com outra ao lado e o sorriso dos teus olhos não foi a mim que envolveu.
Às vezes, recordo o muro de arame farpado que em mim se cravou, e a dor desse momento, para lembrar-me que não vou voltar a sofrer.
Às vezes, mas só às vezes, penso na beleza do sentimento que se perdeu…
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Fácil
Art by Ragne Sigmond
É tão fácil aceitarmos a alegria e
tão difícil aceitarmos a perda,
seja ela qual for.
Sonhamos a liberdade,
até a de pensarmos que
temos liberdade de sonhar e sermos livres.
Mas seremos afinal livres?
Sonhar é fácil.
Como voar…
Voamos na aragem do tempo,
na utopia que tudo permite e
nos oferece o acontecer.
É livre o pensamento,
é livre o amor que povoa os corações,
é livre a música que compõe a melodia,
é livre o mar que de onda em onda nos vem banhar,
é livre o olhar que nas cores do mundo se quer encantar.
Sorrimos à liberdade da Vida.
Desejamos ser pássaro e voar
por entre as nuvens, alcançar o firmamento,
transformando-nos num ponto visível do cosmos,
onde tudo pode acontecer.
Há dois tempos de vida eternos.
Nascemos e morremos
sem querermos.
Esta é a verdadeira
Liberdade do Universo.
Tudo o resto
é o que conquistamos
por acréscimo.
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