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Não há palavras
nem nada para dar
não há sorrisos
nem carícias
Nem vontade para amar…
Há gotas que caiem
de mansinho
do meu olhar
Não há palavras
há imenso vazio
de nada partilhar.
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| Pintura de Nela Vicente |
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| Pintura de Sevim Yılmaz |
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| Pintura de Duy Huynh |

Perdi-me no silêncio que se estendia
Na serra que cobre o Douro,
Quando a tarde fez-se no Sol que se abria
E matizava o chão de ouro.
Perdias-te na saudade que se avizinhava
Ou na aventura que vivias
E, a cada palavra da canção que ocultava,
Simplesmente, sorrias...
E, no ledo passeio,
O beijo foi o ensejo que o tempo escondia...
E, no Molhe deserto,
Abracei-te quando o âmago dizia:
"Escondo o Porto na voz,
Quando abraço o mar...
Eis o Mundo que desemboca na Foz do teu olhar".
Texto de João Garcia Barreto
Onde desvendei o meu Horizonte...
Espero-te, 2011.