Há palavras que nos beijam, como dizia O’Neill no seu poema de promessas, que nos transportam para lá de todo o sentido.
Há palavras que doem mais que setas atiradas sem imaginarem que alvos possam atingir.
Há palavras que trazem um pó mágico de alegria que se dão sem perguntarem para que são nascidas.
E há palavras que não são palavras, porque nada dizem, nada trazem e delas nada fica.
Frias, calculistas, intrusas de significados que se balançam de um lado para o outro, mascaradas de verdades mas que delas nada se retira, a não ser a poalha da estrada que o vento leva por outro caminho.
Não sei lidar com estas palavras, como não sei lidar com a frieza delas, com o medo do seu alcance, com a destruição dos pensamentos que cada palavra alberga em si…
Há palavras que doem mais que setas atiradas sem imaginarem que alvos possam atingir.
Há palavras que trazem um pó mágico de alegria que se dão sem perguntarem para que são nascidas.
E há palavras que não são palavras, porque nada dizem, nada trazem e delas nada fica.
Frias, calculistas, intrusas de significados que se balançam de um lado para o outro, mascaradas de verdades mas que delas nada se retira, a não ser a poalha da estrada que o vento leva por outro caminho.
Não sei lidar com estas palavras, como não sei lidar com a frieza delas, com o medo do seu alcance, com a destruição dos pensamentos que cada palavra alberga em si…
Nada sei dizer
da palavra
disputada
apodrecida
veloz
como espada espetada
no coração.
Palavras que o vento não leva.
Arrastam-se como estigma de frieza
mascaradas como verdades absolutas
nuas, dissimuladas
no perpétuo movimento
ousado, transcrito
onde permanecerão.



















