Natal de malva
e linho
de ternura mosqueada
Onde no peito
faz ninho
e no coração se alaga
Na entrega e no refúgio
de memória deslumbrada
entre o sonhado e o lume
Natal no seu aprisco
perfumes
de seda e cassa
Pela calada do tempo
da infância
sendo imagem
Com palavras
de azevinho
e nas costas duas asas
Poema de Maria Teresa Horta,
Natal de 2008
a quem agradeço a gentileza do Poema.



















