O poema nasceu e eu nem estava lá
a enaltecer a sua criação.
Foi o poema que me fez crescer,
porque concebe-se
nasce sozinho, tem vida própria,
sentimentos e sentidos tão apurados
que nem sabemos como ele eclodiu
entre os olhos prodigiosos das palavras.
O poema voa para lá dos sentidos, da própria carne.
É o cerne do pensamento irrompendo além do
mundo a que me dou, que me possui e me liberta.
O poema é o próprio poeta.
Tem a visão da humanidade
sente a liquidez das palavras consensuais, do riso, da dor,
de utopia em utopia ele cresce, amadurece,
dá-se na vertente do conceito filosófico da razão
e floresce na terra germinada de amorO poema desabrochou e sobreviveu.
















