Não sei
soltam as tuas palavras.
Caminho no meio delas
acarinho-as docemente
danço ao som da valsa
que elas me fazem ouvir.
Quero ser
menina eterna
de azul vestida,
como o mar,
de asas de condor
e aprender a voar.
Leio-te
mas será que te entendo?
Será que vês o interior
da minha alma
que reflecte o meu coração
que te lê, mas não te vê?
Palavras
que fazem sonhar
ou que magoam
como pregos
espetados na
minha forma de amar.
Eis-me,
sensível,
tremente,
solitária
no meio
de tanta gente.
Eis-me,
de olhos abertos,
vendo,
lendo,
querendo.
Eis-me num Mundo
aquilo que mais amei.
Eis-me...no teu planeta azul.
(memórias minhas...)
Imagem: Rita Isabel

















