Percorro, passo a passo,
os sulcos dos migradores
de sonhos.
Reaprendo o ritual
dos presságios
para atravessar a noite,
deslumbrada e breve.
Posso, assim, iludir os gestos
mais suspeitos e escutar
o silêncio e as palavras
mutuamente se inquirindo.
Poema de Graça Pires in “Uma extensa mancha de sonhos”, pág.48
(desligar a música do blogue ao fundo da pág. para ouvir o vídeo)

1 comentários:
Os rituais que se reaprendem, o silêncio, o silêncio sempre. Porque será que hoje há tanto medo do silêncio?
Adorei este poema tão comedido e que diz tanto.
Boa semana
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